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[20 Y.O.] Janet Ainda no Controle

janet jackson 20 Y.O. Billboard
Por Gail Mitchell
Revista Billboard, 9 de Setembro de 2006
‘Esta é a minha celebração privada porque, de verdade, pela primeira vez em minha vida, estou muito feliz’

Super diva. Muito poucos artistas podem legitimamente reivindicar esse título. Menos ainda podem sustentar uma carreira extraordinária que, apesar de alguns obstáculos ao longo do caminho, tem fãs aguardando cada movimento seu, depois de 20 anos. Duas décadas após a estreia do álbum que construiu a carreira de Janet Jackson, ‘Control’, os fãs estão aguardando ansiosamente o lançamento em 26 de setembro de seu novo disco, pela Virgin Records, “20 Y.O.” (anteriormente intitulado “20 Years Old”, 20 anos de idade). O álbum reúne Jackson com colaboradores originais do ‘Control’ Jimmy Jam & Terry Lewis, e une-a pela primeira vez com o produtor ganhador do Grammy, Jermaine Dupri (que também é o namorado dela). Alguns esperariam que uma super diva tivesse um exaltado senso de si mesma. Afinal, esta é a cantora por trás de um álbum que rendeu nada menos que seis sucessos crossover*, que exalava empoderamento feminino, canções como “What Have You Done For Me Lately”, “When I Think Of You” e “Let’s Wait Ahile”. [* Sucessos crossover são aqueles que ultrapassam as barreiras de estilo nas rádios americanas. Enquanto Jackson é negra e suas músicas poderiam ter ficado confinadas às estações de R&B, foram um grande sucesso nas rádios Pop].

Então, três anos mais tarde, com “Rhythm Nation 1814” em 1989, ela se tornou a primeira artista a lançar sete sucessos Top 5 de um álbum, passando seu irmão mais velho, Michael. [Até 2016, este recorde não foi alcançado.]

Depois de saltar da A&M para a Virgin por um suposto contrato de 32 milhões de dólares, Jackson continuou seus modos de discos de platina com “janet.” (1993), ‘The Velvet Rope” (1997), “All For You” (2001) e “Damita Jo” (2004). Ao longo do caminho, houve filmes (“Poetic Justice” (Sem Medo No Coração), “Nutty Professor II: The Klumps” (O Professor Aloprado 2: A Família Klump), TV (“Good Times”, “Diff’rent Strokes” (Arnold), “Fame”), capas de revista sexy e provocantes (leia-se: topless) (a Rolling Stone de 1993 e a Vibe neste mês de setembro), um ataque com depressão, uma batalha judicial sobre seu patrimônio musical e o agora infame “acidente de vestuário” durante o show de intervalo do Super Bowl de 2004.

Ainda assim, a Janet Jackson que sentou-se com a Billboard parece com qualquer coisa menos o protótipo de diva. A irmã caçula da família Jackson estava tímida, mas acessível com suas respostas, em vários momentos bem humorada e com a capacidade de se zombar.

Ela diz que está no momento mais feliz da vida dela, mas ainda no controle e determinada a levar sua carreira a maiores alturas, com uma ressalva: “Eu tenho que me divertir um pouco”, diz ela.

janet 20 y.o. still in control billboard 10th anniversary

Como avalia sua carreira até este ponto?

Ainda é uma grande jornada. Ao longo do caminho houve destaques, mas felizmente não houve tédio. Olhando para trás, os destaques incluem os álbuns “Controle”, “All For You”, “janet.” e “Rhythm Nation 1814”. Andar com Tupac, Regina King e Joe Torry durante as filmagens de “Poetic Justice”. E daí tem o “Velvet Rope”, onde mostrei mais do meu lado feminino. Isso foi uma encruzilhada para mim: compartilhar o que estava passando no privado e como eu me sentia sobre o que estava acontecendo no mundo. Esse acabou por ser um disco muito íntimo.

Então, este novo álbum. Um destaque não só porque eu estou comemorando o 20º aniversário do “Control”. Mais uma vez, como naquela época, eu estou tomando minhas próprias decisões.

Isso vai soar brega, como se não fosse eu falando, mas nem sempre foi fácil, e tenho orgulho “dela” (Jackson refere-se a si própria na terceira pessoa). Esta é minha celebração privada porque verdadeiramente, pela primeira vez na minha vida, estou muito feliz.

O processo criativo para este álbum foi diferente de seus antecessores?

Não. Desta vez fomos quatro colaborando – Jimmy Jam, Terry Lewis, Jermaine e eu. Mas foi o mesmo processo: todo mundo colocando todos os seus pensamentos e ideias na mesa e, em seguida, discutindo quais ideias para manter ou jogar fora. O [cantor e compositor] Johntá Austin também desempenhou um papel no álbum.Foi realmente um esforço colaborativo, e isso é o fez tão legal. Jermaine corria para o estúdio para falar de músicas que Jimmy e Terry tinham feito no álbum de alguém.

Então Jimmy começava a tocar a música, e Jermaine dizia, “Quer saber? Vamos fazer algo meio parecido com isso, pra ter uma base.” Ele os entendia, ele me entendia e vice-versa.

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Como você descreveria o clima musical do “20 Y.O.”

Este álbum me leva para um lugar onde não vou há algum tempo: R&B e dance. Eu dou esse crédito para o Jermaine. Eu gosto de dizer que ele trouxe o interior (dos EUA) para o álbum, enquanto ele diz que ele trouxe o gueto [risos].

Mas o elemento de dance era a única coisa que eu insisti em ter. O álbum também tem samples de músicas que me inspiraram há 20, 25 anos. Há também algumas canções mid-tempo e algumas das minhas músicas que todos chamam de “canções para fazer bebês”.

O clipe de “Call On Me” tem uma vibe retrô. O que inspirou a sua concepção?

Hype Williams foi o diretor durante as filmagens de 10 dias. Todas as imagens que você vê no vídeo são como o Hype ouve a música; é muito colorido. A ideia era fazer algo diferente do que você vê na TV; para voltar ao jeito como costumávamos fazer vídeos.

Um monte de vídeos parece igual para mim. E tudo bem, mas as crianças e jovens não têm a oportunidade de ver a forma como foi feito antes, e onde a imaginação pode ir. Isso custa dinheiro, e as gravadoras não estão fazendo isso agora.

E como foi trabalhar no estúdio pela primeira vez com o Jermaine?

Foi absolutamente maravilhoso, muito fácil, não houve um engasgo. Quando estamos em casa, em Atlanta, às vezes vou ao estúdio com ele. Mas eu nunca, obviamente, entrava para perturbá-lo enquanto ele estava trabalhando na criação. Então esta foi a primeira vez que realmente o vi no trabalho, e eu adorei. Às vezes eu só ia espreitar lá dentro. Ele de costas para mim, e ele nunca sabia que eu estava na sala. Eu sentava e ficava olhando.

De lá para cá, como você evoluiu artisticamente nos últimos 20 anos?

Acho que você ouve nas letras. E eu acho que você pode ouvir a maturidade à medida que o tempo progrediu. Ainda de vez em quando você vai ouvir a criança dar as caras, também. Isso ainda está lá, de alguma forma. Eu também estou mais relaxada, mais confiante.

Minha família me disse para relaxar e apreciar o que está acontecendo. Eu dizia, “Okay”, mas não fazia. Mas o tempo passa tão rápido. Estou fazendo isso agora, porque há coisas que me deixam fazer isso.

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E como artista, ainda se diverte?

Sim. Não posso sentar aqui e levar crédito por tudo. Tive sorte de ter uma equipe forte atrás de mim. Algumas pessoas podem fazer isso porque eles acham que é uma ótima maneira de ganhar dinheiro. Mas eu realmente amo o que faço.

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