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BILLBOARD: Janet Jackson abre o jogo sobre os desafios do início da carreira, novas músicas e a maternidade

BILLBOARD: Janet Jackson abre o jogo sobre os desafios do início da carreira, novas músicas e a maternidade

Janet Jackson continua a mesma, em muitos sentidos, de quando nos conhecemos pela primeira vez há 24 anos, quando ela estava gravando o vídeo de “Rhythm Nation” em uma usina elétrica em Pasadena, California. Ela tinha 23 anos. Por horas, eu a assisti aperfeiçoar seus movimentos paramilitares de uma dança emocionante exortando o mundo a quebrar as barreiras de cor. Ela era feroz. No fim do dia, fui convidado ao seu trailer, onde ela tinha trocado de um uniforme preto “no comando” para uma jeans larga e uma camiseta branca folgada. Aqui, ela não tinha nada de feroz. No lugar, ela estava reticente, até tímida. Ela falava tão suave que eu tinha que me curvar para entender as palavras. Ela estava desconfortável falando com um estranho, e, com uma educação elaborada, deixou claro que quanto mais curta a entrevista, melhor. Isto foi três anos após o sucesso massivo do Control, de 1986 – seu primeiro #1 na Billboard 200, agora certificado 5X platina pela RIAA – e eu esperava ao menos um pouco de satisfação consigo mesma, ou algo de malandragem. Não havia nada. Seu sucesso quase parecia uma fonte de vergonha. Falar de sua vida privada e conquistas profissionais era obviamente incômodo. Então, ao invés disso, falamos sobre música – de outras pessoas. Joni Mitchell, Sade, Nina Simone. Ela brilhou à menção de Marvin Gaye, que ela chamou de “o nosso John Lennon.”

Ao passo que Jackson lentamente revelava a seriedade de sua visão artística para o Janet Jackson’s Rhythm Nation 1814 e o trabalho que o precedeu, como o ‘Songs in the Key of Life’ de Stevie Wonder, sua ambição pareceu óbvia. Em sua maneira quieta, sussurrante, ela articulou a grandeza de seus sonhos artísticos. Sua confiança, profunda e forte como ferro, era rodeada de uma doçura marcante.

Quase três décadas depois, tendo acabado de fazer 52, suas paixões são as mesmas: perseguindo grandes empreendimentos artísticos enquanto protege sua privacidade. Seu próprio comportamento discreto – mesmo que doce, quase inaudível – desafia até mesmo uma pitada de exibicionismo, apesar das conquistas que a fizeram ganhar o prêmio ICON no Billboard Music Awards (BBMAs) de 2018: álbuns #1 em quatro décadas consecutivas; cerca de 32 milhões de álbuns vendidos nos Estados Unidos, de acordo com uma estimativa da Billboard (baseado em certificações RIAA, dados de música Nielsen e relatórios de arquivo); 40 hits na Billboard Hot 100, incluindo 10 #1’s; e assim por diante. No entanto, para todas as consistências do caráter, a Janet que eu encontrei recentemente, sem dúvida, mudou, em grande parte, porque ela é agora uma mãe.

Nossas discussões recentes começam em dezembro de 2017 em seu apartamento espaçoso no centro de Manhattan (Nova Iorque). Antes de começarmos a falar, ela carinhosamente banha, passa talco e acalma seu filho de 1 ano de idade, Eissa, até um sono tranquilo. (Jackson casou-se com o pai de Eissa, o empresário do Qatar Wissam Al Mana, em 2012, e os dois separaram-se no início de 2017.) Loucamente apaixonada pela criança adormecida na sala ao lado, ela agora está mais livre com seus sentimentos. Ela ri com mais frequência e com maior desprendimento. E embora a ambição artística que senti quando nos encontramos décadas mais cedo esteja intacta, há agora uma ânsia de refletir sobre essa ambição.

Eu encontro Jackson novamente em maio, na sala de estar de sua suíte de hotel em Malibu, na Califórnia. É uma manhã nublada, o mar e o céu são um borrão de cinza sombrio, mas Jackson, vestida com simples moletons pretos, está animada. Seu cabelo está recolhido em um coque apertado acima de sua cabeça. Sem maquiagem, sem jóias. “Uma vez moleca”, ela diz, “sempre uma moleca.” Ela está esbelta, o resultado de se preparar para a última etapa de sua turnê mundial ‘State Of The World’, uma leg de verão que inclui apresentações nos festivais Essence, Panorama e Outside Lands, bem como a sua apresentação no BBMAs. Apesar da correria agitada para ensaiar para os shows enquanto grava novas músicas para um novo lançamento ainda não anunciado, Jackson parece ter se resolvido no dilema maternidade-versus-carreira, fazendo ambos com graça. Ela e eu voltamos de onde paramos em Nova Iorque, nos entrenhando em sua música a história que a rodeia. Usando linguagem caracteristicamente precisa e pensativa, ela coloca seu legado em um contexto de colaboração e a conquista constante de suas próprias lutas com auto-confiança.

BILLBOARD: Janet Jackson Goes Deep on Her Early Challenges, Upcoming Music & the Joy of Motherhood

Onze álbuns de estúdio: seis no século XX, cinco no século XXI e tudo começando aos 16 anos. Vamos voltar ao início, quando os seus dois primeiros discos, o Janet Jackson de 1982 e o Dream Street de 1984 foram lançados.

A empolgação estava no ar. A música sempre foi o meu coração, e agora eu estava começando a cantar até meus pulmões caírem. As músicas eram boas, mas não eram eu. [Ela só começou a ajudar a compor a maioria de suas canções no Control.] Isso foi um pouco confuso. Eu sabia que tinha algo a dizer, eu sabia que tinha que me afirmar. Eu também sabia que tinha que passar pelo processo doloroso que meus irmãos tinham passado. Tive de agradecer ao meu pai pela ajuda dele e depois seguir em frente. Tive que me afirmar.

E tomar o controle.

O Control foi, sem dúvida, a ruptura. Mas eu acho que o conceito é às vezes incompreendido. Sou uma crente. Eu sei que Deus tem controle absoluto. Nunca hesitei nessa crença. Não quero dizer que não fique controladora, a maioria dos artistas fica. Mas também sei que me tornar uma maníaca controladora vai contra o meu caráter. Sou muito mais uma colaboradora do que uma controladora. Então eu vi o controle, mesmo com 20 anos de idade, de forma modesta e limitada. Por exemplo, concordei em ser produzida por Jimmy Jam e Terry Lewis. Isso foi crítico porque eles não estavam controlando. Eles me deixaram ser eu. Encorajaram-me a contar a minha história, expressar as minhas atitudes e avançar com as minhas convicções. Eles me incentivaram a escrever. Eu também tinha o controle para selecionar coreógrafos e diretores de vídeo que poderiam canalizar – e me ajudar a formar – meus próprios movimentos de dança, transformá-los em poesia visual. Eu não controlava aquelas pessoas maravilhosas e elas não me controlavam. Era mais sobre moldar parcerias frutíferas. E com base nessas parcerias e no sucesso do Control, eu pude seguir em frente e me afirmar ainda mais corajosamente.

 

Podemos pausar um instante para ouvir a música título do Rhythm Nation juntos?

Claro. [Ela fecha os olhos.] Lembro-me de logo após fazer a demo grosseira, eu tive uma visão para o vídeo. Eu estava determinada a criar um longa metragem porque eu acreditava que a música merecia. Perguntei ao Gil Friesen, a minha conexão na A&M, se poderia levá-lo para passear pelas colinas de Malibu no meu jipe e tocar-lhe a canção. Tirei o teto do carro, o vento soprando, o sol brilhando e a música explodindo. “É ótima”, disse Gil, “mas você está falando de uma filmagem muito cara. Vai custar uma fortuna. Não sei se temos isso no orçamento”. Eu aumentei o volume e toquei de novo. Quando o Gil pediu para ouvir uma terceira vez, sei que tinha concordado [com a gravação]. Que Gil [que morreu em 2012] descanse em paz. Ele era um homem que amava a música e também pensava que eu precisava cantar sobre questões que eram importantes para mim – como o racismo. Ele entendia minha necessidade de protestar. Eu tive muita sorte que os meus mentores no início – especialmente os donos da gravadora, Herb Alpert e Jerry Moss – se baseavam completamente no artista. Eles não apenas me deixavam seguir meu próprio caminho, eles pediam para que eu o fizesse.

A noção geral é de que assim como Marvin Gaye foi de What’s Going On para Let’s Get It On, você foi de Rhythm Nation para o ‘janet.’, de 1993.

janet. tinha um fundo profundamente sensual porque era isso que estava acontecendo na minha vida. Eu estava descobrindo a liberdade no prazer físico e amava escrever sobre sexualidade. Eu tentava fazer de um modo sutil e com bom gosto, mas também queria avançar com as barreiras, um pouco.

Eu tenho uma faixa inédita desse período que sublinha esse ponto. Quero tocar para você a sua versão de “Pillow Talk” da Sylvia Robinson que acabou não entrando no seu CD.

[Sorri enquanto a música toca.] Não tenho certeza o que eu estava pensando quando eu excluí. Agora que estou ouvindo pela primeira vez em anos, talvez tenha cometido um erro. Talvez devesse ter sido incluída no disco. Talvez eu só não estava disposta a fazer um cover por causa da minha ânsia de afiar minhas habilidades como compositora. Tenho outras memórias poderosas sobre o ‘janet.’ – como eu estava honrada e movido de ter a grande diva da ópera Kathleen Battle cantando comigo em “This Time”. Isso foi meio que uma inovação. Em contraste, foi ótimo incluir o rap de Chuck D. em “New Agenda”. Não queria que este álbum ignorasse problemas sérios. Eu estava louca pelo trabalho de Maya Angelou quando, tarde da noite e incapaz de dormir, eu escrevi as linhas da canção: “por causa do meu gênero, eu ouvi não muitas vezes/por causa da minha raça, eu ouvi não muitas vezes/mas com cada não eu cresço em força/é por isso que como mulher afro-americana, eu fico em pé altiva, com orgulho”. Essas linhas vivem na minha mente. São como um mantra.

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Falando sobre orgulho – logo no começo, você foi abraçada pelo movimento do orgulho gay.

É uma comunidade amorosa, que abraça a todos, e que sempre me inspirou. Eu não costumo ouvir meu próprio trabalho com frequência, mas quando volto para o Velvet Rope [de 1997], coloco para tocar “Together Again” e lembro dos amigos que perdi para a AIDS. Foi importante para mim honrá-los, não de um modo triste, mas com alegria em uma canção de celebração. Seu espírito fez tanto para animar o meu. Às vezes quando falam sobre o Velvet Rope, falam que é o meu disco mais ousado, ou mais sexy. Ainda assim, o coração do disco não tem nada a ver com sexo. É sobre como, desafiando a morte, estaremos todos “juntos de novo”. É um hino do amor que não morre. O outro destaque do Velvet Rope foi trabalhar com o Q-Tip, outro mestre. Eu sempre amei o A Tribe Called Quest. Então, em “Got ‘Til It’s Gone”, quando pudemos combinar Tip com a sublime Joni Mitchell, eu fiquei nas nuvens.

Conte-me sobre cantar com Luther Vandross. Seu dueto, “The Best Things In Life Are Free”, foi incluído no seu álbum restrospectivo Design of a Decade: 1986-1996.

Uma diversão total. O lugar de Luther no panteão dos mestres do Soul está seguro. Você tem que voltar a Sam Cooke para encontrar um cantor com a sensibilidade e fineza do Luther. Eu adoro a sua voz. Muita flexibilidade. Tom perfeito. Enunciação perfeita. O cantor dos cantores. Fiquei feliz de fazer uma canção dance, e o Luther foi gracioso o bastante para se adaptar ao meu estilo rítmico. Por causa de sua genialidade, saiu perfeito. As modas vão e vêm, mas a arte de Luther vai durar pra sempre.

O século XXI começa com dois álbuns – o All For You de 2001 e o Damita Jo de 2004 – onde parece que você fez uma decisão consciente de ficar mais leve.

Eu tomei. Eu sentia que estava me levando muito a sério. A arte é séria, mas quando um artista – pelo menos uma artista como eu – perde o seu senso de humor ou seu sentimento de diversão pura, algo está faltando. De vez em quando, eu tenho que voltar e trazer aquela menininha dentro de mim que consegue descarregar e tentar espalhar a alegria. Como alguém que lutou contra a depressão, isso não apenas é importante, é vital. Às vezes a música puramente alegre é o melhor remédio que posso ingerir. A Missy Elliott, uma artista incrível que esteve lá para mim como amiga fiel e forte irmã, fez um remix fabuloso em “Son of a Gun” do All For You, levando ao nosso vídeo juntas. Isso foi muito legal. Nos juntamos de novo em “The 1” do Discipline [de 2008], quando eu estava trabalhando com Rodney Jerkins e Jermaine Dupri. Também amei colaborar com o Kanye West em “My Baby” do Damita Jo. Isto foi em 2004, na época do College Dropout, quando o mundo estava começando a reconhecer o seu talento.

Passando pra frente alguns anos, lembro-me de testemunhar um momento difícil em sua vida: Você estava gravando no estúdio de Rodney Jerkins em Los Angeles – um ano após seu irmão ter falecido [em 2009] – e você acabou olhando uma revista com uma foto de Michael e disse, “ainda não posso acreditar”.

Isso me traz uma memória preciosa. Aconteceu no começo nos anos 80. Eu tinha 16 anos e estava entre meus dois primeiros discos. O Michael estava gravando o Thriller [de 1982]. Ele me convidou para o estúdio onde ele ia cantar “P.Y.T.” e me convidou para ajudar nos vocais de fundo. Eu amei ser uma das P.Y.T.’s [coisas novas e lindas, na tradução literal] e especialmente orgulhosa – espero que isso não soe como exibição – que quando a música foi mixada, a minha voz sozinha foi a que apareceu. Não posso dizer o quão bem isso me fez sentir.

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Em seu álbum mais recente, o Unbreakable de 2015, “No Sleeep” foi o single. Tem um traço romântico, mas me pergunto de onde a ideia veio porque, como uma mamãe nova, um bebê que fica acordando te deixa em pé a noite inteira.

[Risos]. Eu escrevi a história em cima da faixa de Jimmy e Terry antes do bebê nascer! Então obviamente, não era nada que eu estivesse passando. Você pode falar, porém, que eu podia estar ansiando por essas noites sem dormir. Também colocaria que noites sem dormir, não importa o quanto cansativas, são algumas das vezes em que faço minhas melhores composições.

Conte sobre as músicas que você está escrevendo agora.

Queria poder. Não estou tentando evitar a pergunta e ser misteriosa, mas a verdade é que não tento analisar o processo criativo enquanto ainda está acontecendo. Sou muito intuitiva ao escrever. Qualquer coisa pode me inspirar. Esta manhã, vi essa adorável velhinha japonesa andando nas ruas de Hollywood, usando um lindo gorro com flores vermelhas pujantes. Ela pode se tornar uma música. Lembrei de um capítulo especialmente doloroso da minha juventude ontem à noite antes de ir pra cama. Isso pode virar uma música. Acordei hoje esta manhã e ouvi um pássaro cantando num ritmo que cativou meu coração. Talvez isso se torne uma nova melodia. Como todo mundo, meus sentimentos são fluidos, minhas ideias voam. Gosto de mantê-las assim. Não consigo decidir previamente como será uma música ou o conceito de um álbum. Tenho que deixar essas músicas e conceitos virem a mim ao invés de caçá-los. Felizmente não sou metódica ou preocupada como compositora. É importante que eu mantenha uma abordagem deixe-acontecer-quando-acontecer. Não quero forçar ou me estressar. Quero ser um canal para qualquer imagem ou emoção que correr pela minha imaginação. A espontaneidade é importante para mim. Ela permite a surpresa e, para mim, a surpresa é o que quebra o tédio da vida cotidiana. Quando eu finalmente chego a músicas que genuinamente expressam o que estou vivendo no momento.

Muito da sua música nas últimas quatro décadas foram sobre colocar mensagens positivas, sejam pessoais ou sociais. Dado estado de hoje da nação, você está desencorajada?

Não. Estou ansiosa. Estou brava. E certamente me importo, porque quando eu vejo os artistas novos encontrando sua voz, como encontrei a minha, fico otimista. Os artistas novos estão exibindo mais coragem do que nunca. A música está mais viva do que nunca. E mais relevante. Nós, mulheres artistas – e mulheres no geral – ainda dizemos que não seremos controladas, manipuladas ou abusadas. Estamos determinadas a não cair naqueles dias de escravidão emocional ou mesmo física. É uma bênção estar viva hoje e se juntar à luta por igualdade entre todos os seres humanos.

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Você mencionou artistas mais novos. Quais mais te impressionam?

Daniel Caesar está provando que o R&B romântico vai muito bem, obrigado. Kendrick Lamar e J. Cole estão provando que contar histórias brilhantemente originais é um dos maiores presentes do hip-hop à cultura mundial. A SZA está provando que as mulheres jovens ainda possuem estilo e técnica vocal extraordinários. Também tenho um lugar especial no meu coração para o Bruno Mars. Bruno foi, de fato, a primeira música a quem meu filho respondeu. Durante e após seu nascimento, eu me confortei com música popular brasileira, a música que sempre me relaxa. Então quando o bebê começou a engatinhas, o Bruno estava estourando nas rádios, toda hora. Isso alegrava a ambos. Bruno é uma volta aos dias em que os grandes artistas podiam fazer tudo: compor, cantar, dançar e produzir.

Então aqui está você, uma mãe solteira de 52 anos, prestes a entrar no estúdio, fazer música nova, aprender novos passos de dança e entrar numa turnê extenuante. Qual é a sua fonte de motivação?

A motivação está no meu DNA. Eu não poderia perdê-la mesmo que quisesse, e não quero. A motivação é algo que eu acho fundamental. Além disso, apesar das dificuldades, esta é a vida que eu amo. Estou rodeada de um time de dançarinos, cantores e músicos que amo. Sou apoiada por fãs que ficaram comigo no melhor e no pior. Eles significam tudo para mim. Agora, mais que nunca, me apresentar, ou no estúdio ou no palco, traz para mim uma satisfação que não encontro em nenhum outro lugar.

Como milhões de outras mulheres, eu sofri com baixa auto-estima minha vida inteira. Estou melhor nesse aspecto. Minha inclinação para a autocrítica brutal e até mesmo a auto-negação diminuiu dramaticamente. Creio em todos os métodos de ajuda – psicologia inteligente, exercícios físicos vigorosos e espiritualidade sincera. Deus é o maior curandeiro de todos e a força mais potente no universo. No meu mundo, porém, Deus é muito frequentemente expresso pela música, e é a música que combate as forças negativas. É a música que afoga as vozes que dizem que eu não sou o bastante. É a música, e sua fonte divina, que me presenteiam com saber que a harmonia ainda é possível.

E enquanto ainda estamos falando de positividade, deixe-me dizer que meu filho, mesmo em seus curtos 17 meses no planeta, me mostrou que o amor, não importa o quanto você crê que já experimentou essa emoção, ele pode sempre ficar mais profundo. O amor não tem limites. E para alguém como eu, que foi criada no show business onde a preocupação consigo mesma é sempre uma prioridade, que sorte eu tenho agora em estar preocupada, primeiramente e principalmente, com o bem estar de outra pessoa. Dia após dia e noite após noite, segurar meu bebê no colo, fico em paz. Sou abençoada. Sinto alegria. Nestes momentos, tudo está bem com o mundo.

 

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1 Response

  1. Roger Silva

    Amei a entrevista, obrigado janetbr por traduzi-lá, parabéns pelo ótimo conteúdo e pela disposição de entregar os melhores materiais da Janet. Essa mulher é uma grande inspiração!!!!

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