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BILLBOARD: Terry Lewis reflete sobre o Prince antes da fama e a criação dos primeiros hits da Janet

BILLBOARD: Terry Lewis reflete sobre o Prince antes da fama e a criação dos primeiros hits da Janet

Após tantas entrevistas do Jimmy Jam, o costumeiramente quieto Terry Lewis conta para a Billboard sobre a Janet, e mais.

Via Billboard, por Cathy Applefeld Olson

O carimbo inapagável de escrita e produção do super duo Jimmy Jam e Terry Lewis continua a colorir a paisagem contemporânea do Pop e R&B. Eles famosamente ajudaram a moldar o som de Janet Jackson, foram conhecidamente demitidos pelo Prince quando sua banda ‘The Time’ o apoiava, e eles nunca perderam uma batida, enquanto continuam a evoluir com o trabalho em um novo álbum de Peabo Bryson e uma série de compilações de canções nunca lançadas.

Ao passo que a dupla se prepara para ser eleita ao Hall da Fama de Compositores na quinta-feira (15 de junho), o habitualmente menos falante Lewis compartilha sobre por que ele não mudaria uma única nota em sua carreira lendária.

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Você e Jimmy se reuniram com Janet Jackson para seu álbum atual, Unbreakable. Como foi trabalhar juntos de novo depois de tantos anos?

Nós sempre tivemos um grande relacionamento com Janet, criativa e socialmente. Ela é como nossa irmã. Durante muitos anos fizemos grandes discos juntos, e então ela cresceu até um ponto onde ela precisava mudar e fazer algumas coisas diferentes, como todos os artistas fazem. Durante esse período nós realmente sentimos falta dela e sempre permanecemos em contato e, você sabe, tentando ajudá-la no que fosse [que ela precisasse] porque sabíamos que a combinação de coisas que ela gosta de fazer. O objetivo era sempre ajudá-la a vencer a todo o custo. Mas ao fazer o novo álbum, foi uma coisa incrível simplesmente voltar a se encontrar e passar um tempo juntos novamente. Era quase como voltar ao início porque para todos os outros álbuns entre o ‘Control’ [lançado em 1986] e agora, todo mundo queria estar envolvido, todos tinham uma opinião, e todos queriam enfiar o dedo e colocar suas impressões digitais nas coisas. E na época do ‘Control’ e ‘Rhythm Nation’, nós realmente não tínhamos isso ou permitíamos isso. A única pessoa envolvida era o [empresário da A&M] John McClain, e ele traria teclados e tudo mais, mas todos ficaavam longe. Mas depois disso, depois que ela teve dois grandes sucessos, todos queriam ter uma opinião.

Como vocês lidavam com todos esses chefes na cozinha?

Nós lidamos facilmente porque naquele ponto nós tínhamos nos mudado de volta a Minneapolis, e a distância causa uma grande amortecida. Então, se você queria trabalhar com ela, você teria que vir para Minneapolis. Janet estava perfeitamente feliz e confortável de estar em Minneapolis, mas um monte de gente não queria vir, especialmente no inverno. Ninguém quer vir a Minneapolis no inverno, e assim era definitivamente uma vantagem no sentido de que imediatamente tínhamos nossa própria identidade. Nós fomos separados de todas as tendências e nós ficamos em uma área onde nós tivemos que criar nossa própria direção, o que era bom. Nossas influências foram muito diferentes do que teriam sido se tivéssemos ficado na costa leste, oeste, ou no sul.

Houve influências e elementos que vocês queriam ter certeza que fossem transmitidos no ‘Unbreakable’, ou foi apenas mais a coisa de reunir a banda?

‘Unbreakable’ foi, com certeza, um momento de “reunir a banda”. Não foi sobre criar nada como um time de produtores; mas sim criar como um time completo, com a Janet. O que eu costumo fazer é sempre sondar os artistas para ver o que está em seu cérebro e em seu coração. Uma das coisas que sempre dizemos é: “o que vem do coração atinge o coração.” Queríamos que ela tivesse o conceito do que ela queria dizer, em vez de nós colocarmos palavras na boca dela.

Falando em Minneapolis, as histórias da sua aproximação com o Prince são lendárias. Você poderia compartilhar um pouco da sua experiência?

Foi uma experiência incrível. Aprendi muito com o Prince. Ele era um músico incrível, mentor, amigo, irmão. Ele estava lá no início com a gente, e nós estávamos lá no início com ele, antes que ele fosse o Prince que todo mundo veio a conhecer e amar. Nós conhecíamos o Prince quando ele estava no colegial tocando nas bandas locais, e nós ficávamos em bandas rivais, tendo a batalha das bandas, e isso é meio que como funcionou. Crescemos juntos; estávamos felizes que ele estreou e fez a sua marca, e definitivamente abençoados por ele voltar e nos dar a oportunidade, como outras oportunidades vieram e nós não tomamos. A oportunidade para mim veio em tudo isso porque em um momento em que ele estava mudando os baixistas, era pra eu ser o seu baixista e eu tinha pensado nisso, mas então surgiu a [banda The Time] com o Morris [Day] e eu disse que preferiria me focar nisto.

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Neste ponto da sua carreira, quando você pensa sobre as oportunidades tomadas e não tomadas, há alguma coisa que você faria diferente?

Não, eu faria tudo igual. Cada parte da dor valeu a pena, cada tanto de agonia, cada pedacinho do amor que compartilhamos, o tempo que compartilhamos. Tudo valeu a pena. Se eu mudasse algo o resultado poderia ser diferente, e eu realmente gosto do resultado. Nem tudo é feito para ser fácil, e todos nós devemos apenas apreciar onde estamos e como nós nos esforçamos. Para mim o que faz a vida se sentir real é o estica e puxa. É um pouco da agonia de tudo isso. Se você não está tentando atingir algo, você está muito confortável. Estou sempre tentando romper e descobrir o que vem a seguir.

Como se sente agora? O que está um pouco desconfortável hoje, o que está te motivando?

Musicalmente, há sempre a busca para fazer a canção perfeita e isso está chegando a um lugar onde eu espero nunca chegar, porque eu só quero continuar a criar e ser livre e estar aberto para o que o mundo traz. Há tantas coisas para cantar no mundo, e espero que possamos fazer mais com a música, porque a música também é uma grande cura no mundo, e precisamos disso. A música é a trilha sonora da vida, a coisa que mantém todos se identificando e quebra as barreiras linguísticas. Quebra tudo. Dá uma maneira de dizer algo que nunca poderia encontrar uma maneira de dizer. A música é sempre uma parte relevante da vida e da sociedade e, assim, estou feliz por participar e muito abençoado por ser capaz de fazê-lo. Eu não levo isso na brincadeira.

Em quais projetos você está trabalhando agora?

Muitos projetos [risos]; Não sou um macaquinho treinado. Acabamos de terminar um disco Peabo Bryson, não sei a última vez que Peabo Bryson lançou um disco. Está incrível. Peabo é simplesmente uma das grandes vozes do nosso tempo. As pessoas esquecem como ele é grande; ele transpira classe. É algo que é tão necessário. Precisamos que o nível seja definido alto, e você precisa de pessoas que possam levantar esse nível para que se tenha algo para querer alcançar. Esta é a nossa primeira oportunidade de trabalhar com ele.

E nós estamos trabalhando em um álbum de Jam e Lewis, que é um projeto de compilação, e este será o volume I de muitos mais a vir. Temos músicas com todos os nossos amigos com quem trabalhamos ao longo dos anos, e temos algumas novas músicas inéditas, e isso é extraordinariamente divertido. É algum material novo, alguns tirados do baú. Tudo isso. Temos pessoas como Janet, Usher, Mary J. Blige, Heather Headley, Alexander O’Neal, The Sounds Of Blackness… sabe, apenas pessoas da nossa história. Essa é a parte divertida. Se você pode voltar e encontrar uma faixa velha e atualizá-la, e torná-la relevante, só isso já é divertido. São coisas que você lembra e pensa que deveria ter tido uma chance no momento em que você a criou, mas não o fez. É assim que funciona. Como “No More Drama” – nós criamos com a Mary e levou talvez quatro anos, cinco anos antes até que realmente saiu e se tornou um sucesso. Ela colocou no banco de reserva e depois finalmente saiu.

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Você pode nos levar de volta ao início, à criação de alguns dos seus primeiros hits?

“What Have You Done For Me Lately” [cantada por Janet Jackson] – isso foi no início. Essa música era para ser parte do primeiro álbum de Jam & Lewis para um grupo que tínhamos, chamado ‘The Secret’. E nós tínhamos colocado de lado, e nós estávamos meio que mostrando algumas músicas para a pessoa da [gravadora] A&R na época, seu nome era John McClain, e tocamos algumas músicas que tínhamos criado para a Janet – basicamente o resto do ‘Control’, e então começamos a tocar algumas coisas para o que estávamos planejando ser o álbum do ‘The Secret’. E ele disse, “o que é isso?” E nós dissemos, “isso é algo do nosso álbum.” E ele disse: “preciso disso no álbum da Janet.” E nós ficamos tipo, “Não, cara, isto é para o nosso álbum.” Nós íamos ser o artista por trás disso. Então ele disse: “tudo bem, vamos tocar a música para a Janet e ver se ela gosta.” Fomos ao estúdio no dia seguinte e pusemos a música tocando no fundo. Janet botou a cabeça pra dentro da porta assim que ela ouviu e disse: “quem é isso?” Nós dissemos, “é apenas uma canção?” “Para quem é?” E eu disse: “Acho que será para você se você gostar.” Ela disse, “Eu gosto.”

Há algumas músicas que eu sempre me atraio por causa de como fazem as pessoas se sentirem. Uma dessas canções seria do ‘The Sounds Of Blackness’ – ‘Optimistic’. É uma música incrível. Essa música mudou a percepção de muitas pessoas. Foi realmente um grande momento em que as pessoas que ouviam essa canção diriam: “cara, eu acordo e eu tenho que tocar essa música todos os dias, porque me deixa pronto para a vida.”

“Open My Heart” da Yolanda Adams – é outra que transcendeu um monte de coisas diferentes em termos de gênero e tudo, e saiu das rádios Evangélicas para as Pop. E recebi tantas ligações, pessoas dizendo que quando ouviram aquela canção pararam no acostamento da estrada e tiveram de ouvir, e choraram, e ficaram tocados emocionalmente.

Os elementos fundamentais da elaboração de uma canção que vai tocar as pessoas permaneceram os mesmos através dos anos?

Vou dar uma analogia. Ainda é a mesma casa, mas talvez a pintura seja um pouco diferente, talvez a fachada seja um pouco diferente, mas ainda é a mesma casa de três quartos. Uma grande canção é baseada em uma grande letra, uma grande melodia, e então a terceira coisa que faz todo o trabalho é uma grande performance. Se você tem todas as três coisas, você tem uma chance. Se você tem duas das coisas, você pode ter uma chance. Se você tem uma das coisas que você provavelmente não vai ter sucesso.

Jimmy Jam Terry Lewis

E uma última pergunta não-musical… O que é algo que a maioria das pessoas não sabe sobre Jimmy Jam?

Ele gosta de tomar um banho usando o chapéu [risos], brincadeira. Essa é difícil, as pessoas sabem mais sobre o Jimmy do que eles sabem sobre mim. O que realmente me deixa orgulhoso no Jimmy é por ser um grande homem, ser um grande pai, ser um grande líder para sua família. Para mim, isso diz tudo sobre um homem, porque se você não pode cuidar de sua casa, por que estamos aqui? Não sei se as pessoas conhecem esse lado dele.

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