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CoCo Montrese abre o jogo para o JANET.br

Conhecemos Coco Montrese após sua apresentação na festa Priscilla, em São Paulo, no Junho passado. Na mesma noite, um trecho de ‘No Sleeep’ havia vazado, e todos estávamos em polvorosa por ouvir seu primeiro single em anos. Coco, por sua vez, apresentou para nós o medley do Super Bowl e Feedback, dividindo o palco com sua ‘aminimigaAlyssa Edwards. Ambas haviam participado da quinta temporada do RuPaul’s Drag Race.
Nos bastidores, conhecemos uma artista amável, humilde, que estava tão empolgada quanto nós por compartilhar suas opiniões sobre a Janet Jackson. Ela também nos contou sobre o Drag Race e sua carreira, a qual vocês podem seguir em seu Instagram e seu Twitter – ela promete sempre responder pessoalmente aos seus fãs! Confiram a entrevista abaixo.

Está empolgada com as notícias da Janet?

Foi que nem o Natal. Estávamos esperando há séculos! E achávamos que nunca ia acontecer, “Ela está feliz, não vai fazer mais nada”, mas ela sabe que tem muito o que oferecer, não apenas na música, mas muito amor pra dar, e ela inspira muita gente, que o mundo estaria sendo roubado se não conseguíssemos vê-la mais uma vez. Tinha que acontecer. O Gil [Duldulao] e os outros dançarinos sempre aparecem no meu show em Vegas. O Gil é fantástico, e ele está coreografado esta turnê. Ele é maravilhoso, e está muito empolgado com tudo isto.

Como está o Brasil até agora? O que você espera fazer?

Estou tendo um pico de adrenalina, estou feliz de estar aqui. Não tem nenhum lugar com fãs iguais aos brasileiros. Incrível. Não consigo nem descrever como é, bem, primeiramente, viajar com a Alyssa, o que é muito divertido, ela é minha irmã, mas é ótimo estar na estrada e ter pessoas amando o que você faz e apoiando o que você faz. E vamos ao Rio amanhã. Quero visitar os pontos turísticos e ir à praia. Quero curtir a praia no Rio. E a previsão diz que vai estar ensolarado. Nós conferimos. Estou empolgada!

Você apresentou o Super Bowl para a gente, hoje…

Esse era pra ter sido um momento tão icônico para ela, e ela estava tão feliz de cantar no Super Bowl. Acho que foi uma situação em que você vê como a sociedade pode pegar algo que você faz para o bem e transformar em algo muito, muito mau. Ela manteve sua compostura e se representou muito bem, sendo a dama que ela é. Muitas pessoas a boicotaram, e a sua posição na indústria mudou muito, mas ela nunca deixou isso a estragar ao ponto de não se importar o bastante com seus fãs, de nos retribuir.
E eu não faço o Super Bowl por conta do quão polêmico é, eu faço porque é um dos momentos na carreira dela que era para ter sido um ponto alto, icônico. Nunca mudou como eu a vejo, e o que ela significava para mim na época.

O que te inspira nela?

Eu definitivamente diria sua humildade. Ela é tão graciosa e agradecida a seus fãs. Se você assistir a uma de suas apresentações, ao fim ela sempre agradece ao público por estar lá. Há um “obrigado” gracioso. Não há uma arrogância de “Eu sou a Janet e vocês vieram me ver”. Ela sempre é agradecida, e reservada, e contida, e isso é muito impressionante, sempre me atraiu para ela e me fez dizer “Eu quero ser como ela”.

Há alguém mais que você admire?

Sendo uma artista, eu amava a Amy Winehouse. Existem muitas coisas que as pessoas não entendem sobre os artistas, e a mesma coisa conosco, dos reality shows, que não somos perfeitos mas também somos humanos. Apenas temos um dom para retribuir ao mundo. Muitas pessoas não conseguiram vê-la na potência completa que ela poderia ter alcançado. Ainda escuto suas músicas diariamente porque muito daquilo é influente no que eu sou.


Qual foi a primeira vez que você subiu no palco de drag, e o que mudou desde então?

Acreditem ou não, a primeira vez que me montei, eu apresentei uma música da Janet Jackson> Throb. Era uma música que me fazia sentir livre. Eu estava na faculdade, foi minha primeira apresentação e foi num show de talentos. Eu nunca tinha me montado antes.
Eu ganhei tanto dinheiro que nunca parei de fazê-lo. Ganhei a competição e as pessoas estavam jogando dinheiro em cima de mim, e foi assim que comecei, na faculdade. E eu fazia isso em segundo plano, pra ganhar um dinheiro extra. Achei que ia ser um hobby mas virou minha profissão. É inacreditável, nunca achei que estaria em Las Vegas, apresentando um show 6 vezes por semana. Às vezes estou dirigindo para o trabalho, olho para cima e vejo meu rosto caracterizado de Janet Jackson num outdoor, e ainda não cai a ficha de que, uau, sou eu! E isso foi antes mesmo de participar do Drag Race. Era um sentimento surreal e me fez perceber que independente do que você passar na vida e as pessoas acharem de você, apenas seja quem você é e aproveite.

E como o RuPaul mudou sua vida? Nós estávamos obviamente torcendo por você…

A vida após o RuPaul tem sido maravilhosa. As pessoas te vêem crescer e passar por diversos desafios no programa, mas não vêem tudo. É desafiante em um mau e um bom sentido, mas me fez muito bem. A resposta que você tem dos fãs e todas as pessoas que dizem “você me inspirou a ser quem eu sou” é uma coisa fantástica.

De qual [drag] queen você ficou mais próxima no programa?

Na minha temporada? Jinkx! Não apenas porque ela ganhou, mas porque ela é um gênio e muitas pessoas não sabiam disso. Quando você assiste ao programa, fizeram parecer que ela estava melhorando, melhorando, mas não, ela sempre foi maravilhosa. Nós a víamos toda hora, então sabíamos: esta garota é fantástica. Ela tem um brilho nela que é fantástico. O show dela, The Vaudevillians, é um dos melhores. Ela absolutamente mereceu ganhar. E, acredite ou não, sou uma grande fã da Alaska. No começo era diferente, não sabia bem se curtia ela, mas é uma das garotas para a qual eu olho e digo “Eu te amo porque você é você e não tenta ser outra pessoa.” E sua perfeição… dos pés à cabeça ela é linda, e o show dela é muito divertido de se ver.

Foi difícil de acreditar no drama entre você e a Alyssa…

Acho que foi mal interpretado. Claro, está na TV, então você não consegue contar todo o seu lado da história, mas eu e a Alyssa somos irmãs. Achamos que íamos competir, mas vimos uma a outra. Para nós, não importava mais o dinheiro, eu queria resolver minha amizade, porque as amizades significam tudo para mim, mais do que qualquer dinheiro no mundo, porque perdi pessoas que amo, então os amigos são muito importantes para mim. Perdi meus avós muito nova, perdi meus pais nova, então meus amigos são como minha família. Foi muito forte para mim ver a Alyssa lá e consertar nossa relação. Eu precisava consertar. E essa foi minha prioridade Nº 1. Não ligo para os 100 mil dólares, não seria mau se fosse o Nº 2 (risos), mas queria consertar nossa relação. E como vocês puderam ver hoje à noite, há um laço que ninguém pode tomar de nós. É ótimo ver dois estilos de entretenimento se juntarem em um.

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